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íngua a lua
tua cabeça
em repouso de travesseiro
teme o mar
– profundo.
a noite,
inimiga –
vem medo de ficar sozinha.
dolor
não dormes
alucinas onde não vê.
o sono inatingível
sonho poço do desejo
sem moeda
pesadelo.
no que eu não sei
íngua a lua
tua cabeça
em repouso de travesseiro
teme o mar
– profundo.
a noite,
inimiga –
vem medo de ficar sozinha.
dolor
não dormes
alucinas onde não vê.
o sono inatingível
sonho poço do desejo
sem moeda
pesadelo.
olha a face rubra no espelho.
vergonha, mel alheio.
dente que não aparece,
evita o corpo carregado de amor.
uns chamarão isso de medo.
ou não será a outra parte tesa de paixão mal-cunhada,
oculta e refestelada por dentro do olho?
ame mais que suas pernas, teu púbis cinzento
- um culto quase obscuro de quando não se fulmina de amor:
o olhar (n)o outro.
pois se o amor inflama,
queima,
não de ardente dor.
é um destes calores raros,
mormaço fresco
em que
tu
corpo-caveira
vira jardim no terreno vizinho.
aqui no espelho é tudo ainda mais cinza.
mais verde-folha no meu coração,
espécime curtido de vermelho
não fotografado.
infância foice
ainda hoje
dias, horas, segundos
lamento
aço
relampejante
este é o último sarau do ano. contamos com a presença de todos afim de significar (e fortalecer) a rede em saúde mental, a ocupação do território e a liberdade do pássaro-poesia que carregamos no peito. convidem a todos: família, cachorro, papagaio e galinha! divulguem nos serviços de saúde pública em que vocês trabalham, na escola da comunidade e em qualquer outro tipo de serviço comunitário.
exercício de língua
o céu estelar do fio da meada # 4.