del amor (o a lo mejor de un inicio)
olha a face rubra no espelho.
vergonha, mel alheio.
dente que não aparece,
evita o corpo carregado de amor.
uns chamarão isso de medo.
ou não será a outra parte tesa de paixão mal-cunhada,
oculta e refestelada por dentro do olho?
ame mais que suas pernas, teu púbis cinzento
- um culto quase obscuro de quando não se fulmina de amor:
o olhar (n)o outro.
pois se o amor inflama,
queima,
não de ardente dor.
é um destes calores raros,
mormaço fresco
em que
tu
corpo-caveira
vira jardim no terreno vizinho.
aqui no espelho é tudo ainda mais cinza.
mais verde-folha no meu coração,
espécime curtido de vermelho
não fotografado.